quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tocchi in Penna al Galoppo – Federico Tesio

Como curiosidade, transcrevemos abaixo, trecho de um capítulo do livro acima.

  1. Aumentando o peso sobre o dorso de um cavalo, se diminui a velocidade.
    Isto é matemático.
  2. Quanto mais o cavalo se aproxima da maturidade, torna-se cada vez mais capaz de suportar o peso.
  3. A maturidade chega ao auge c/6 anos.
  4. Quanto mais se alonga a distância da corrida, a probabilidade fica maior para o cavalo maduro em confronto com o adolescente.
  5. As fêmeas e os castrados com pesos iguais, são considerados inferiores aos machos e esta inferioridade vem calculada em aproximadamente 2 quilos.
  6. Se calcula que 1 quilo a mais sobre o dorso, faz com que o cavalo perca 3 metros para um percurso de 2.000m a plena velocidade.
  7. Permanecendo constante o peso imposto ao cavalo mais velho, isto é, completamente desenvolvido, o peso imposto ao cavalo jovem aumenta cerca de 1 quilo a cada mês, até alcançar a igualdade, quando chegar também a maturidade.

Observar atentamente a técnica desta escala sobre a tabela italiana, onde claramente se vê, como o peso tem maior influência sobre as distâncias longas, que sobre as curtas.

Esta tabela fica para a próxima.


Sérgio Melgaço

N O T Í C I A S

É corrente nos bastidores do J.C.B. que, aparentemente a craque La Vendetta, foi medicada com um dos produtos constantes da lista de medicamentos proibidos pelo Hospital Veterinário.

Com isto a eminente vencedora do OSAF-GP.Roberto e Nelson Grimaldi Seabra, seria Tanta Honra, do São Francisco da Serra, que na ocasião da disputa da prova, produziu performance de alto gabarito, sendo apenas alcançada nos metros finais por La Vendetta.

Aguardamos confirmação destes comentários e a confirmação da contra-prova, se for o caso.

Se confirmada, Tanta Honra passaria a ter em seu turf-record, um total de 5 vitórias, sendo duas de GR.I, uma de GR.II e uma de GR.III e mais 6 colocações em provas clássicas.

Seu próximo compromisso será no dia 29.08.2009 no GP.Duque de Caxias, GR.II, EM 2.000 grama,, quando deverá se defrontar com as mesmas adversárias do GP OSAF.

Seu piloto será mais uma vez Bruno Reis.


Sérgio Melgaço






Jóqueis têm início de temporada promissor

Depois da vitória de Jeune-Turc, do Stud CED, no Grande Prêmio Brasil deste ano é claro que aumentou ainda mais o evidente favoritismo do jóquei Marcos Mazini ao tricampeonato da estatística. O jóquei deu condução magnífica ao seu conduzido e valorizou de forma definitiva seu currículo profissional. Mazini conta com apoio importante e decisivo do treinador Júlio César Sampaio, também bicampeão. Além disso, ele possui dois contratos expressivos com o Stud Alvarenga e o Stud TNT, dois proprietários destacados no turfe nacional. Por tudo isso é o favorito.

Não se pode, entretanto, subestimar o início de temporada avassalador do excelente bridão Ilson Correa. Algumas vezes segundo colocado na estatística de jóqueis para o fenômeno Jorge Ricardo, Correa trava luta incessante contra a balança devido ao seu biótipo longilíneo. Há uma semana, no momento em que eu entrava no elevador da repesagem, para subir para a cabine de transmissões, cruzei com o Correa. Sorridente, ele agradeceu os elogios que lhe fiz pela ótima fase e revelou. “Consegui estabilizar o peso. Vou me esforçar ao máximo para tentar mantê-lo assim durante toda a temporada”, prometeu.

Ilson Correa vai depender do incentivo e apoio dos seus verdadeiros amigos para sair vencedor desta batalha contra o excesso de peso. Por maior que seja sua força de vontade, no seu caso específico, trata-se de um grande desafio. Correa possui as principais qualidades da profissão de jóquei. É bom largador, tem percurso lúcido e impecável, possui perfeito cálculo de corrida, grande rigor na tocada, usa o chicote com as duas mãos e tem bom relacionamento com os colegas, o que lhe permite não sofrer muitos prejuízos na raia. Seu único obstáculo é a balança. Se puder derrotá-la com certeza só terá pela frente Marcos Mazini. E não acredito que ninguém duvide da sua capacidade técnica para disputar à estatística. O que todos colocam em dúvida é sua força de vontade para manter o peso.

Além de Ilson Correa, outros dois jóqueis, que normalmente chegam colocados numa posição intermediária, tiveram início de temporada bem acima do padrão normal. São eles: Marcelo Almeida e César Gustavo Neto. Tem dado gosto ver o desempenho destes dois pilotos. Marcelo Almeida tem tirado partido do seu peso pluma. Quase todos os jóqueis de ponta lutam para manter a escala de peso. Marcelinho não tem qualquer problema com relação a isso. No auge da maturidade técnica e com o peso sempre em dia, ele brilha intensamente neste início de ano hípico. A sua direção no dorso de Gaúcho dos Anjos, propriedade de Carlos Alberto Almeida de Oliveira, foi sensacional.

César Gustavo Neto, o Gugu, é a maior surpresa deste ano hípico. Ilson Correa sempre foi jóquei de ponta e não causa espanto ele estar no segundo lugar da estatística. Marcelo Almeida já ganhou dois Grandes Prêmios Brasil e por isso goza de ótimo prestígio. Mas Gugu luta contra a falta de oportunidades. Por uma série de fatores que só mesmo o turfe e seus altos e baixos podem explicar, ele teve boas chances neste começo de temporada. E tem aproveitado de forma brilhante. Esteve impecável no dorso de Gaz Full e arrojado em Bom Parceiro, com uma diagonal no percurso de 1.200 metros, pela variante, fruto da ousadia de sua personalidade. Gustavo é interessado nas coisas do turfe, sobretudo em filiação, e trabalhador como poucos no prado carioca. Gugu merece nosso incentivo. Ele faz justiça aquele famoso anúncio: “Eu sou brasileiro. Não desisto nunca”.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009







Jeune-Turc, Mazini e Venâncio, os heróis do GP Brasil

A série de três vitórias consecutivas do turfe paulista no Grande Prêmio Brasil foi interrompida por Jeune-Turc, castanho criado no Haras Fronteira e propriedade do Stud CED. Por coincidência, dois cavalos vencedores do Grande Prêmio São Paulo, o próprio Jeune-Turc, em 2.008 e Flymetothemoon, do Haras Doce Vale, este ano, formaram ponta e dupla na maior prova do turfe brasileiro. O treinador Venâncio Nahid, responsável pela apresentação soberba dos dois corredores alcançou seu terceiro triunfo no importante páreo. Nahid já tinha ganhado em 1990, com Flying Finn, do Stud Numy, e 2.005, com Velódromo, do Haras Dar-El-Salam. O bi-campeão da estatística de jóqueis do turfe carioca, Marcos Mazini, venceu pela primeira vez e a sua emoção regada por muitas lágrimas sensibilizou e contagiou a todos.

O Hipódromo da Gávea viveu tarde de gala. E o fato de todas as provas de Grupo I terem marcado vitórias dos cavalos cariocas levou a multidão ao delírio. No sábado, o GP Major Suckow e o GP Roberto e Nelson Grimaldi Seabra foram vencidos por Sol de Angra, do Stud Performance, e La Vendetta, do Haras Tributo à Ópera. No domingo, outra vez, brilhou o castanho Olympic Ellection, do Haras Regina, e Jeune-Turc, na prova central. Domínio absoluto do turfe local.

O Grande Prêmio Brasil resgatou a classe indiscutível de Jeune-Turc, um ano mais velho do que os três favoritos, Flymetothemoon, Hot Six e Smile Jenny. Segundo colocado na prova preparatória, o GP 16 de Julho, Jeune-Turc ficou na conta, ou como se diz na gíria turfística, no último furo para o grande dia. Flymetothemoon andou sendo estorvado na primeira parte da corrida. Não sei até que ponto os prejuízos iniciais afetaram a disposição e a coragem do potro para sua atropelada final. Waldomiro Blandi foi obrigado a fazer percurso menos convencional para evitar outros transtornos. Na reta final, Flymetothemoon se apresentou, aproximou-se de Jeune-Turc, mas cansou e não trouxe a mesma ação final do mês de maio quando ganhou o GP São Paulo. Hot Six decepcionou. Smile Jenny fez corrida honrosa e chegou à quarta posição. Os 2.400 metros parecem ser um pouco demais para ela.

Jeune-Turc teve percurso soberbo de Marcos Mazini. Aos 24 anos, o campeão da estatística correu com a tranqüilidade de um jóquei veterano. Fez o traçado sempre por dentro para aproveitar ao máximo o fato do seu conduzido ter largado na baliza dois. Na reta final ficou sempre por dentro a espera da passagem definitiva que o levaria a glória. Ela custou um pouco a surgir devido ao paredão de concorrentes a sua frente. Com extrema coragem, ao perceber a arrancada final de Flymetothemoon por fora, ele forçou na marra uma brecha junto à cerca interna. Livre dos obstáculos, seu pilotado fugiu para o disco para ganhar com extrema facilidade. Flymetothemoon manteve a dupla, enquanto Lignon’s Hero, do Haras São Francisco da Serra, na melhor atuação da sua campanha, ficou com o terceiro lugar a frente da craque Smile Jenny.

Venâncio Nahid atingiu a maturidade como treinador há muito tempo. Mas a exemplo de qualquer ser humano, evoluiu ainda mais com a experiência. A gente notava nas entrevistas sua certeza absoluta na vitória. Nas entrelinhas, me pareceu que Flymetothemoon era sua maior fé. Não tenho certeza. Elegante e astucioso, Venâncio sempre fazia questão de reconhecer o favoritismo do defensor do Haras Doce Vale, mas de ressaltar que Jeune-Turc era uma carta que tinha na manga para levar a vitória de qualquer jeito. E foi o que acabou por acontecer. Foi emocionante quando pediu o microfone e dedicou a vitória a seu pai, o saudoso treinador Alberto Nahid, que tive o prazer de conhecer e admirar.

Juvenal Machado da Silva recebeu justa homenagem como recordista de vitórias na prova com cinco triunfos. Aos 54 anos, com apenas 60 quilos, muita gente quis incentivá-lo a montar pelo menos mais uma temporada. Juvenal limitou-se a sorrir. Cercado por fãs e admiradores contou histórias, perambulou pelas tribunas com aquela simpatia e o carisma que o transformaram num ídolo incontestável. Jorge Ricardo teve a elegância e a postura de sempre. Desaconselhado pelos médicos a comparecer ao evento devido ao alto grau de stress emocional, ele acompanhou as corridas desde o primeiro páreo pela internet. E logo depois de ter sido corrido o GP Brasil telefonou para o estúdio e ao vivo agradeceu à homenagem a diretoria do Jockey Club Brasileiro. Emocionado prometeu aos turfistas voltar a montar e recuperar o recorde mundial. Agradeceu também a todos os turfistas que rezam pelo pronto restabelecimento de sua saúde. Enfim, um Grande Prêmio Brasil irretocável. Parabéns a todos os funcionários do clube que trabalharam bastante para garantir o sucesso da festa e a possibilidade de receber bem os milhares de turfistas que vieram de todo o país para participar do evento.

sábado, 1 de agosto de 2009

NOS MÍNIMOS DETALHES

Clássico Breno Caldas-Taça Criação Gaúcha (L.)
1.600A – 31.07.2009

Produtos de 3 anos e mais idade

Ptgualicho vence e torna-se o bicampeão da prova.

O filho de P.T.Indy e Essência Negra (Pass The Word), com 5 anos, 21 apresentações, obteve sua 7ªvitória, sendo 4 clássicas. Para isso, contou com o preparo perfeito de M.R.Lopes e recebeu primorosa direção de Bruno Reis. É de propriedade do Stud Palura e foi criado pelo Haras Ponta Porã.

Os animais que largaram pelas balizas de fora, procuraram na reta oposta o externo da pista. Do número 10 em diante, todos procederam desta maneira.

Ao terminarem a curva, ponteava Software e lhe seguiam Blue Elf, Shark Boy, Storm Ghadeer, Ontário, Trapeze e Ptezinho. O ganhador entrou na reta em 10º pela raia 3 e rapidamente ganhava, terreno e posições.

Nos 200 passava para 3º e nos 100 dominava a carreira livrando pouco mais que 2 corpos até o disco, premiando Bruno pela excelente direção que deu ao mesmo.

O 2º colocado, Blue Elf, fez também percurso perfeito. Fez igualmente a diagonal e entrou na reta em 2º. Nos 350 emparelhava com Software e o dominava, mas nos 100 não pode suportar a melhor ação que trazia Ptgualicho.

Ptzinho, 3º colocado teve atuação meritória. Largou pela baliza 4, entrou reta em 7º e descontava bem no final, alcançando a 3ª posição nos 50 finais.

Software mostrou boa velocidade. Transcorridos poucos metros de percurso, tomou resolutamente a ponta, sendo o 1º a traçar a diagonal. Ponteou até os 350 e esmoreceu um pouco. Ficou para Blue Elf, depois para o ganhador e nos 50 finais ficou para Ptzinho. Passou os 1ºs 1.200 em 1m13s30.

Bom 4º lugar.It Is A fighter, que atrasou-se ligeiramente na partida, completou o marcador.

Ptgualicho marcou o tempo de 1m39s69.

Não correram: Quetico Park e Verano.


Sérgio Melgaço

sexta-feira, 31 de julho de 2009

NOS MÍNIMOS DETALHES

Clássico Luiz Gurgel do Amaral Valente
Taça Criação Paranaense (L.) –1.200v – 31.07.2009

Produtos de 3 anos e mais idade.

Great-Exam, em violenta atropelada, vence a 1ª prova nobre da semana.

Obteve sua 8ª vitória na Gávea, sendo esta, a 1ª clássica.


O páreo saiu num ritmo muito veloz. Casca Fina assumiu a ponta, com PTValentine em seu encalço e a seguir iam Summer Talk, Chilavert, Great-Exam, Hurry You, Tum Tum Tum e por último, Sherlock.

Casca Fina passou os 1ºs 800 em 48s33. Na altura dos 250, Hurry You que deu pequena vantagem na curva, dominava PTValentine, que por sua vez, dominava Casca Fina. Enquanto isto, Great-Exam, que entrara na reta em 6º, aparecia como um bólido, dominando de passagem os 3 que estavam na mesma linha de ponta e foi disparando para o disco.

Hurry You foi ótimo 2º. Dominou o páreo no 250, tendo que, logo a seguir, se entregar à avassaladora atropelada de Great-Exam.

PTValentine lutou pela ponta até os 250, depois perdeu duas colocações.

Completaram o marcador, Casca Fina e Chilavert, 4º e 5º colocados respectivamente.

Great-Exam marcou o tempo de 1m12s33.

Não foram apresentados: Point Blank, River Plate e Hermoso y Guapo.


Ficha técnica do ganhador:
Filiação: Choctaw Ridge e Grata Persona (Phone Trick)
Criador: Haras San Francesco
Proprietário: Stud Exocet
Jóquei: D. Duarte
Treinador: R. Solanés


Sérgio Melgaço

quinta-feira, 30 de julho de 2009







Turfista terá GP Brasil de alto nível técnico

Depois de 27 anos na profissão de cronista de turfe me surpreende o sentimento renovado no meu íntimo, a cada temporada, quando começo a escrever sobre o Grande Prêmio Brasil. A sensação é a de um calouro, sentado pela primeira vez numa redação de jornal, com a responsabilidade de participar da cobertura de um grande evento. Hoje, depois de tantos anos, a realidade é outra. Mas, em 1982, quando ganhou Gourmet, do Haras Ipiranga, montado por Juvenal Machado da Silva, eu tinha apenas 23 anos. O diploma da Faculdade de Comunicação me havia sido entregue dois meses antes daquela inesquecível vitória, de ponta a ponta. Eu só entraria para o Jornal do Brasil em dezembro, mês do inesquecível duelo pela estatística entre Juvenal e Jorge Ricardo, empatados até a última reunião do ano. Foi a primeira estatística do Ricardinho e a última do Juvenal.

Naquele instante eu era apenas um turfista apaixonado, fã incondicional do jóquei alagoano, recém casado, e a procura de uma oportunidade na imprensa. Com minha mulher grávida e poucas alternativas no mercado de trabalho apostei o que restava da minha indenização, após a saída do emprego no Serpro, no cavalo do Juvenal. Era dia 1º de agosto, dia do meu aniversário, e o rateio de R$ 10,20, foi a maior tacada que dei até hoje numa corrida de cavalos. Quando Gourmet cruzou o disco senti aquele alívio de pular um obstáculo que parecia intransponível. Até hoje foi a maior emoção no turfe. E toda minha vida mudaria a partir daí. Troquei a tribuna A, do hipódromo, pela redação do JB, na Avenida Brasil, nº 500, logo depois da Rodoviária.

No Jornal do Brasil convivi com os maiores cobras do jornalismo esportivo, entre eles, João Saldanha, emérito turfista, Sandro Moreira, Oldemário Touguinhó, João Máximo, Vicente Sena, Marcos de Castro, Aparício Pires, Antônio Maria Filho, Fernando Calazans, Paulo César Vasconcelos, João Areosa, Tim Lopes, Tadeu Aguiar, Sérgio Rodrigues, Mair Pena Neto, Eloir Maciel, José Antônio Gerhain, Marcos Ribas de Faria e Ester Lima, hoje no mesmo barco comigo aqui no Jockey Club Brasileiro. O turfe tinha espaço extraordinário naqueles tempos. A editoria de esportes tinha quatro páginas diárias, duas de futebol, uma de turfe e a outra para todos os demais esportes. O mesmo acontecia no O Globo e no O Dia. Eram tempos gloriosos aonde o turfista se deleitava com as matérias detalhadas sobre os cavalos, jóqueis e treinadores. Os aprontos matinais e as barbadas.

De volta a 2.009, o Grande Prêmio Brasil deste ano será sensacional. Em primeiro lugar, por que os três favoritos da prova, normalmente, já deveriam ter sido embarcados para os Estados Unidos, Europa ou Dubai. Flymetothemoon, do Haras Doce Vale, Hot Six, do Stud Estrela Energia, e Smile Jenny, do Stud Torna Surriento, são animais de exceção. Nos últimos anos, todos os puros-sangues com sua classe foram negociados para o exterior ou embarcados por seus proprietários para seguir campanha por lá. Eles agora viraram a idade e têm direito de correr o Grande Prêmio Brasil. Me parece bastante viável que um deles escreva o seu nome na galeria dos vencedores da tradicional prova.

Outro fator motivador do público para a prova deste ano foi a decisão da diretoria do Jockey Club Brasileiro de homenagear dois dos maiores ídolos do turfe brasileiro de todos os tempos; Jorge Antônio Ricardo e Juvenal Machado da Silva. Reverenciados por uma legião de fãs, Juvenal e Ricardinho vão atrair uma multidão de antigos turfistas para o prado no intuito de participar desta homenagem. Muita gente que costumou-se a comodidade dos agentes credenciados, vai aparecer no prado.A motivação de homenagear os ídolos deixará de lado a facilidade de assistir as corridas perto de casa, sem necessidade de condução e o conforto de colocar bermuda, camiseta e sandália.

O turfe é uma paixão.Uma tarde no hipódromo é algo incomparável. A entrada é franca para o espetáculo das fardas coloridas, o barulho do movimento titânico das patas dos cavalos e a elegância das mais belas mulheres numa tarde de Grande Prêmio Brasil. Tudo isso mexe com o coração de qualquer turfista. No próximo domingo, você terá a oportunidade de reviver esta sensação tão especial de se arrumar para ir ao hipódromo. Pegue o binóculo no canto do armário e imagine quantos páreos inesquecíveis ele já compartilhou com você. Escolha uma gravata bonita e compare com as opções de camisa. E o terno? Pode estar meio surrado, mas nada que uma lavanderia não corrija. Anime-se! No domingo você vai acertar uma grande barbada! Será mais um domingo muito especial na sua vida. Domingo, 2 de agosto de 2.009, é o dia do Grande Prêmio Brasil!